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sábado, 11 de fevereiro de 2012

uma ausência

II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente, Camilie Claudel.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

definindo a fome

Meu coração é um filme noir projetado num cinema de quinta categoria. A platéia joga pipoca na tela e vaia a história cheia de clichês. (CFA)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Lápis fino


Um retrato. O meu retrato. E dentre tantos, falta-me cor. Sou contornos, folha perdida, rabiscos de um domingo sem memória. (memórias de um olhar esquecido em mim)

Traga-me cor.

Teu Pecado

Traí. Traí e confesso meu pecado: enganei-me e fiz de mim desculpa a você. Dos meus desejos, o corpo entregue, a mim mesma a condenar, pequei. A traição, demônio voraz, desejo contido do que não é de fato a ser. Apenas lei. Lei de ter em mim o erro em que cruel, meu ego traga. Meu pecado de enganar-me em meu próprio medo: a traição puramente de mim, não você. A traição sem corpos, apenas respingos de meus pensamentos conturbados na idéia fixa de uma falsa traição. A perda: réu-confesso, a minha própria traição.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Releituras

Papel-alma
Tinta-vida

Hoje, (re)leio-me.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Polifonia de Você

Quando o sono cessa a fome de cantar e a escada não sustenta mais nossos passos, é hora de acalmar os olhos e respirar a leveza que nos resta. A poluição de uma vida inteira secou nossos pulmões e inflamou a polifonia do universo.

Resta-nos a palavra para que o sentido encarne a vida como ela é.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

explain


sensação de paz... gosto disso. descobri que a chuva me mantém misteriosamente calma.. sensação boa essa: aquela de útero em mil amores, conhece? eu, sim.

sábado, 31 de janeiro de 2009

O Pêndulo


(ELA & EU)


Quando nos é dada a consciência de que erros cravam a dor, de que amores causam feridas, de que amigos vem e vão, um vazio nos preenche e o silêncio da criança de outrora torna-se apenas sombra: a nossa sombra.

Aquela criança agora é mulher. Não brinca mais de fantasia, não tem medo da tempestade e não mais recorda-se das conversas horas a fio diante ao espelho.

Aquela criança agora é mulher. E a vida nos impõe a consciência e nos faz engoli-la goela abaixo como gemada sem açúcar quando estamos gripados. Isso incomoda e arranha o gosto da vida. A dor agora é de verdade e não brinca mais com rimas tolas. Aquele espelho arranhou o piso da velha casa e a memória esqueceu que a chuva também é capaz de apagar riscas de giz escondidas no refúgio daquela criança.

Ainda vejo em meus olhos a criança dos velhos tempos. Sinto falta de não machucar a fantasia de longínquos sonhos... quantas fadas partiram para um mundo cruel por causa da minha consciência? Da minha falsa consciência egoísta de um mundo perfeito.

Trava-me agora uma disputa entre o belo e o real. Os paradoxos são parte inseparável da paixão, da intensidade, da sincronicidade do mundo; mas o real é cinza e incompleto, assim como minha consciência irreversível do destino.

Aquela princesa agora é mulher. Não mais princesa de seu reino, apenas mais uma que caminha sem medo no centro da cidade em busca de emprego e um sorriso perdido de atenção.

Aquela mulher agora sou eu.
..
.
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[recortes]

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

something is broken now

Resumo-me hoje na certeza de uma tarde fria, fria de amores mil, corpos diversos, uma cama lasciva ao som de stronger. Refaço-me no sexo oposto o que de mim não mais contempla (ou deseja). Quero tinta, um par de luvas e pincel n. 5. Quero pintar-me inteira de vermelho e contar as estrelas ao lado de quem não conheço, apenas desejo-bruto. E, contando o que no azul do céu se chama brilho, reflitiria: o que você já vez por um verdadeiro amor? Eu, neste momento, diria: fiz de tudo, tatuagem ao peito, alma vendida, asilo de quem conheço em mim.

O estranho, me olharia, um primeiro olhar, e diria em segredo: valeu a pena, menina-desejo?

- Não, diria eu com uma lágrima de canto de olho e um sorriso de descoberta.

A noite passaria como ventania, entre dois corpos frios. O calor gelado que aquece o momento e esvazia a alma. O quente-frio que me cura e faz-me em segundos mais feliz (e vazia de você).

O dia chegou ao fim.


Discover Lamb!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

[i was fired]

Errata: enquanto a menina do aroma sentia terra, da chuva, o céu surpreendeu-a com uma indelicada e azul carta de adeus em sua cinza-mesa. Não sabiam, eles, a felicidade que contemplaram àquela menina-eu.

Ela gritou, com a mão no peito: LIBERDADE


(...)e a música gerou o ritmo antes nunca orquestrado. O ano deu largada: anarquia dos sentidos (sensação que entorpece).

Nó afrouxado na gravata que amanhã, lançada ao cesto estará.

[my brave.heart]

Terra Molhada


Era manhã de segunda-feira. Janelas abertas e o vento forte. Antes mesmo de sentir com os olhos, preferi sentir com o cheiro de terra molhada que a mim se desenhou como aroma-casa. Moradia que declarava.... a declaração que anunciava: hora de viver (afinal navegar é preciso e viver também!).

A tempestade fora em busca de novas terras que desejavam um gole d’água, ou uma enxurrada dela. Quem saberia? Espreguicei-me toda. A começar pelos braços postos sobre o meu rosto e as pernas que tentavam alcançar a algibeira. Estava de ponta-cabeça e se quer havia notado. O lençol, entre mim, deu-me nó. Nó que ri. Olhei para o lado e preferi sentir com o amor-retrato de tempo algum: aquele de mim, você, dele, dela.

Sorri de volta a todos eles e caminhei distante em direção ao espelho do cômodo ao lado.


Olhei-me. Era eu, toda remela.

Naquele instante, em que nada vi ali, a não ser um retrato real do que em mim sobrou, recompus-me. Fiz-me sonhos, novos todos. Fiz-me vontade, fiz-me feliz. Desejos de uma menina-mulher que hoje respira aliviada e ora os estilhaços causados às vidraças de toda uma vida inteira.

Hoje, desenho-me novamente e, aliviada, sigo o meu caminho ao norte.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Faith


O DESTINO a mim fez-se por religião própria: fardo cravado em mim para todo um sempre. [fé naquele que se diz homem e de nada o fez valer]

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

.forever.


Estranha-me o desejo comedido, a ausência escancarada daquilo que me resta: unhas vermelhas e pés ao chão da casa velha. Hoje, não mais que hoje, resumo-me ao conselho míope de uma rainha de paus que nada tem a declarar ao mundo: fidelidade esta que me resta ao desejo ínfimo de alma.


Desperta-me o dia, o bom e velho dia...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Papel-alma

Hoje, não amo
e sem amor,
meu corpo perturba.


Silêncio, angústia:

grito de lamúria.

Hoje, recordo
e sem lágrimas,
confronto-me ao novo.


Desejo à flor da pele,

vontade do que é quieto:


PAZ


Amores mil,

ideologias perdidas,


todos passados à limpo


Papel-alma

Tinta-vida

Hoje, respiro.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

misto quente

sim, estou eufórica, adrenalina. um misto de frio e quente, respiração ofegante, caminhos avessos ao meu e seu. um grito, pedido íntimo de colo, atenção.

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[boa-noite]

Miau

Eu amo de um jeito bicho, mansinho de gato. E de gato, me enrosco nas tuas pernas, te cuido felina e te sossego num dengo de amor só meu. ...