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terça-feira, 7 de agosto de 2012

amor maior


Foi em teu céu alado que me descobri nua,

cesariana do teu gozo que me golpeia toda
E foi nua que teu céu contou estrelas aladas 
do meu coração que não pulsa, golpeia.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tônicas maiores


e é de barro
visto que chove meu coração.
e seca no peito
todo o amor.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Winterreise

 
(...) e o Viajante, sozinho de amor, se torna inverno. A neve, de toda pálida, o esquece perene, como o faria às notas de um violino numa tempestade.


gute nacht!

sábado, 24 de julho de 2010

Definição Crônica

O amor não se pode definir; e talvez que esta seja a sua melhor definição. Sendo em nós limitado o modo de explicar, é infinito o modo de sentir; por isso nem tudo o que se sabe sentir, se sabe dizer: o gosto, e a dor, não se podem reduzir a palavras. O amor não só tem ocupado, e há-de ocupar o coração dos homens, mas também os seus discursos; porém por mais que a imaginação se esforce, tudo o que produzir a respeito do amor, são átomos. Os que amam não têm livre o espírito para dizerem o que sentem; e sempre acham que o que sentem é mais do que o que dizem; o mesmo amor entorpece a idéia e lhes serve de embaraço: os que não amam, mal podem discorrer sobre uma impressão, que ignoram; os que amaram são como a cinza fria, donde só se reconhece o efeito da chama, e não a sua natureza; ou também como o cometa, que depois de girar a esfera, sem deixar vestígio algum, desaparece.

Matias Aires, in 'Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens e Carta Sobre a Fortuna'

domingo, 29 de novembro de 2009

segredos de liquidificador.

tenho sofrido do que chamam vida. e para cada dor, um suspiro a menos. brinco de vida sem sequer saber soletrar ar puro. e brinco como quem sorri aos dentes. não temo o que me deves, a morte e a vida num só tamanho. sou tantas que morro apenas em domingos quentes. e é de calor que transpiro o que me queima quieto. é sofrimento unilateral que cala o que sente. não canta nunca.
amo tanto que explodo sempre em nostalgia do que não foi. é. e numa vida inteira, me recorto em papelotes mil. não sou inteira. sempre uma meia verdade. eu apenas sou. crise das mais banais. sou meu próprio diabo.

e tenho sempre dito o que na vida encontro por aí. sou baú do que é belo. e ao peito, guardo o vermelho em punhado de vidro, um espiral inteiro, teus olhos, o meu ventre e todo o mundo em lá menor.


ah! se pudesse num único poema dizer o mundo que sei..segredos dos mais diversos num peito de dois corações.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Círculo do Destino




(...) assim como aquele sol, de um artico distante, em um circulo que nunca DESaTINA e que meia-noite sempre é dia e da linha do horizonte nunca se esconde, existem coisas que nunca terminam...


...e o AMOR é uma delas.

Miau

Eu amo de um jeito bicho, mansinho de gato. E de gato, me enrosco nas tuas pernas, te cuido felina e te sossego num dengo de amor só meu. ...