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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O Véu Envelhecido

Transparência intacta, o dia de outrora que de tanto amar, partiu breve, solta, louca. Partiu com a certeza de que o amor era para sempre, assim como a promessa feita aos sinos daquela menina-igreja. O pecado?

Faltou a ela fé e, por falta de Deus, restou-lhe o juramento de um amor que subiu o altar, mas de lá nada enxergou.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Q.S.P. (quantidade suficiente para)

PARTIR. Chegou a hora de arrumar as malas e sair de fininho. Deixar a casa vazia e os sonhos de outrora bagunçados na roupa suja. Chegou a hora de abrir a porta e não olhar para trás; não temer a conquista da perda e, sequer, voltar atrás.

Foi dada a largada!

Agora é aguardar a chuva e lavar a alma. Não importa se a água for impura: o que importa é o que para a alma ela significa. Saio de casa, mas deixo minha lembrança, tempos que não são mais. Foi acreditando num prazo de validade que deixamos o doce amargar.

O fim: tão certo como o começo (in)findo.

...

Na incongruência do que me restou dessa manhã, aprendi que o medo é o limite dos medíocres. Tenho em mim a reverência pelo saber e não abro mão disso. Diante do cinza que penetra minhas horas, sei que posso contar com o sorrisinho homeopático que acalma e afasta qualquer tristeza e faz meu coração bater mais forte.

Miau

Eu amo de um jeito bicho, mansinho de gato. E de gato, me enrosco nas tuas pernas, te cuido felina e te sossego num dengo de amor só meu. ...