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sábado, 1 de janeiro de 2011
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Deus faz chover!
e o teu canto no peito, aquele negro de tudo
em latitude do que não é.
meu ateliê inteirinho no que te distrai
e esse céu que tu roubou de mim
ficou assim:
vanilla sky!
em latitude do que não é.
meu ateliê inteirinho no que te distrai
e esse céu que tu roubou de mim
ficou assim:
vanilla sky!
domingo, 11 de julho de 2010
madrugadas
Ela esquece o sono, mas refuta o corpo. Ela precisa esquecer o dia, dar espaço para a noite. É impossível, pensa ela. Numa insônia única, daquelas que a maquiagem não disfarça a latência nua, ela prende a respiração. Num silêncio só dela. E sente. Toda a vida em seu pulmão. E escolhe soltar o ar. Uma segunda chance. Da janela, a inspiração rodopia louca. Observa atenta, desfia a meia, mas resiste o vinho. É tarde pra mais uma tatuagem. Nunca pra um tango argentino.
Ela respira aliviada.
Ela respira aliviada.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Silenzio,
no hay banda! There is no band! Il n’est pas de orquestra! This is all... a tape recording. No hay banda and yet! we hear, a band. If we want to hear a clarinette... listen... Un trombone “ŕ coulisse”. Un trombón “con sordina”. Sient le son du trombon in sourdine. Hear le son... and mute it... drop it... It’s all recorded. No hay banda! It’s all a tape. Il n’est pas de orquestra! It is... an illusion.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
o começo do fim
e um dia acabará assim..
da mesma forma que tudo começou.
o meu olho no teu
e o teu
em todos nós.
da mesma forma que tudo começou.
o meu olho no teu
e o teu
em todos nós.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
.aborto passional.
[recordando antigos textos, encontrei-me neste:]
Tiraram-me a luz. Prometeram devolvê-la em estimados 9 meses de espera. Mentiram. Estou nua, com meus desejos fluindo ao corpo que não (re)conheço, olhos trancados. Seguro minhas perninhas e conto os dedos. Descubro 5 em cada mão e já os amo cada qual por sua forma. Não respiro. Inspiro. Memórias sufocadas na maternidade. Ligo-me a você. Conexão que engasga, consome, alimenta. Os dias, arrastados, pés de bailarina que invadem a sala de jantar. Geléia de amora. O gosto é de você com pedacinhos que distraem o paladar. Enquanto dorme, suas mãos buscam por mim. Um segredo. Deleito-me nas horas de ninar, sua cantiga, palavras macias, embalam-me no quentinho de você. Esqueço. Imagino-a, olhinhos tão lindos, de que cor devo pintá-los? Verde, sim, descubro minha predileta cor. Olhinhos verdes: meu presente a você. A construo e desconstruo a todo segundo. Meu vício é você.
O que fiz para que a mim se abortassem os sonhos? Queria meus olhinhos nos seus, descobrir a cor, queria o toque.

Nascimento que nunca vingou: aborto passional.
Tiraram-me a luz. Prometeram devolvê-la em estimados 9 meses de espera. Mentiram. Estou nua, com meus desejos fluindo ao corpo que não (re)conheço, olhos trancados. Seguro minhas perninhas e conto os dedos. Descubro 5 em cada mão e já os amo cada qual por sua forma. Não respiro. Inspiro. Memórias sufocadas na maternidade. Ligo-me a você. Conexão que engasga, consome, alimenta. Os dias, arrastados, pés de bailarina que invadem a sala de jantar. Geléia de amora. O gosto é de você com pedacinhos que distraem o paladar. Enquanto dorme, suas mãos buscam por mim. Um segredo. Deleito-me nas horas de ninar, sua cantiga, palavras macias, embalam-me no quentinho de você. Esqueço. Imagino-a, olhinhos tão lindos, de que cor devo pintá-los? Verde, sim, descubro minha predileta cor. Olhinhos verdes: meu presente a você. A construo e desconstruo a todo segundo. Meu vício é você.
O que fiz para que a mim se abortassem os sonhos? Queria meus olhinhos nos seus, descobrir a cor, queria o toque.

Nascimento que nunca vingou: aborto passional.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
(um)bigo
estamos conectadas. a todos os instantes, nenhum deles, estamos conectadas ao que nos une, o mundo. encontre-me daqui algumas horas, quem sabe dias, ou então um ano. provável encontrar-me em paris, em tantos outros anos ou atravessando ny com hora marcada em um dentista de esquina. cuide da boca, os dentes, já dizia minha mãe. apenas encontre-me e conecte-se a mim. como sempre um dia fomos.
[abrindo a porta para o que se chama amor ou simples neuroses que coleciono secretamente em meu peito]
[abrindo a porta para o que se chama amor ou simples neuroses que coleciono secretamente em meu peito]
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Segredos do Sol
FECHEI OS OLHOS e, distante dali, em sua espera eu estava. Comigo, algumas flores. Essas que agora correm loucas de meu jardim. Apenas de substantivo flores, sem cor nem perfume. Flores e folhas anunciadas mortas em seu nascimento.
Do céu, o cinza negro das nuvens daquele dia em que o mundo distraído, do Sol não esperou sua canção. Um segredo em que o próprio universo reinventou apenas da memória de ter sido, em atos, o dia da partida em silêncio da aurora-estrela.
Era outono, de muito frio, as mãos patinavam entre os botões do manto em que em mim contornava em traços. E era tanto aquele frio que não sentia mais as pontinhas de meus dedos. Eram roxas e geladas. O chão de madeira cantarolava com todos que ali passavam, preferindo os saltos aos sapatos velhos. O cheiro das ondas envenenava-me os sentidos e aguçava-me na vontade de naquele mar velejar o infinito. Era dada a sua hora, aquela em que todos os dias você passava por mim. 11:11. Toda vez com o mesmo sorriso, aqueles olhinhos apaixonados e a tarde inteira para conversar.

Naquele dia, não mais que aquele dia, voce não passou por mim. Sequer olhou para trás, quando cedo demais, passou você em meus pensamentos. Aquele dia, o mesmo em que o Sol negou a Terra, voce partiu de mim e sequer olhou para trás.
Do céu, o cinza negro das nuvens daquele dia em que o mundo distraído, do Sol não esperou sua canção. Um segredo em que o próprio universo reinventou apenas da memória de ter sido, em atos, o dia da partida em silêncio da aurora-estrela.
Era outono, de muito frio, as mãos patinavam entre os botões do manto em que em mim contornava em traços. E era tanto aquele frio que não sentia mais as pontinhas de meus dedos. Eram roxas e geladas. O chão de madeira cantarolava com todos que ali passavam, preferindo os saltos aos sapatos velhos. O cheiro das ondas envenenava-me os sentidos e aguçava-me na vontade de naquele mar velejar o infinito. Era dada a sua hora, aquela em que todos os dias você passava por mim. 11:11. Toda vez com o mesmo sorriso, aqueles olhinhos apaixonados e a tarde inteira para conversar.

Naquele dia, não mais que aquele dia, voce não passou por mim. Sequer olhou para trás, quando cedo demais, passou você em meus pensamentos. Aquele dia, o mesmo em que o Sol negou a Terra, voce partiu de mim e sequer olhou para trás.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Pandora's Box
um novo ciclo. um próximo ano. um tão esperado (re)começo. a pausa em que, de lado, ausentarei-me do que conecta. desconexo tempo. um próximo ano.
::ao coração do lado de lá, um desejo íntimo de PAZ, em branco e preto, destilado em uma caixinha de pandora que eu mesma, em mãos pequenas, fiz a você.
::ao coração do lado de lá, um desejo íntimo de PAZ, em branco e preto, destilado em uma caixinha de pandora que eu mesma, em mãos pequenas, fiz a você.
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[2008/2009]
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Sim, ele é.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Natal
domingo, 21 de dezembro de 2008
A ponte
sábado, 20 de dezembro de 2008
Q.S.P. (quantidade suficiente para)
PARTIR. Chegou a hora de arrumar as malas e sair de fininho. Deixar a casa vazia e os sonhos de outrora bagunçados na roupa suja. Chegou a hora de abrir a porta e não olhar para trás; não temer a conquista da perda e, sequer, voltar atrás.
Foi dada a largada!
Agora é aguardar a chuva e lavar a alma. Não importa se a água for impura: o que importa é o que para a alma ela significa. Saio de casa, mas deixo minha lembrança, tempos que não são mais. Foi acreditando num prazo de validade que deixamos o doce amargar.
O fim: tão certo como o começo (in)findo.
...
Na incongruência do que me restou dessa manhã, aprendi que o medo é o limite dos medíocres. Tenho em mim a reverência pelo saber e não abro mão disso. Diante do cinza que penetra minhas horas, sei que posso contar com o sorrisinho homeopático que acalma e afasta qualquer tristeza e faz meu coração bater mais forte.
Foi dada a largada!
Agora é aguardar a chuva e lavar a alma. Não importa se a água for impura: o que importa é o que para a alma ela significa. Saio de casa, mas deixo minha lembrança, tempos que não são mais. Foi acreditando num prazo de validade que deixamos o doce amargar.
O fim: tão certo como o começo (in)findo.
...
Na incongruência do que me restou dessa manhã, aprendi que o medo é o limite dos medíocres. Tenho em mim a reverência pelo saber e não abro mão disso. Diante do cinza que penetra minhas horas, sei que posso contar com o sorrisinho homeopático que acalma e afasta qualquer tristeza e faz meu coração bater mais forte.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Tentativas Estáticas
Estranho corpo que a mim se estende ao chão. Quieto. Muito quieto, de olhos grandes, a me observar, como se na surdina, porém próximos de meus dias. Um corpo entorpecido por ele mesmo, sem movimentos, apenas pecados. Um corpo que segurei, segurei, segurei e nada.
Soltei-o, por entre os dedos, o peso morto que a mim tentei, tentei, tentei...e nada.
Talvez um dia aquele corpo, ao chão partirá. Enquanto isso, tira-me os dedos, aborta-me a dor e salva o corpo que deixei ao chão. Cansei de tentar, tentar, tentar...e nada.
Soltei-o, por entre os dedos, o peso morto que a mim tentei, tentei, tentei...e nada.
Talvez um dia aquele corpo, ao chão partirá. Enquanto isso, tira-me os dedos, aborta-me a dor e salva o corpo que deixei ao chão. Cansei de tentar, tentar, tentar...e nada.
A perda
Quando os nossos erros causam dor e a pele amada sofre a ferida cometida, o tempo faz-se por milagrosa cura. E é neste tempo, em que a insegurança se sustenta como pilar de nossas promessas, que descubro o meu desafio: não adianta apressar o relógio, se quer mandar flores, não adianta gritar “eu te amo’, não adianta suplicar pelo perdão. Adianta encontrar no impulso de querer da ferida, uma cicatriz, a dor de entender a perda. A perda de um milésimo de amor do nosso amor, a perda de confiança, o medo de errar, o receio do próximo passo.
Encontrei a minha queixa, destilei o meu pecado, dou as boas-vindas à impulsividade e despeço-me desta amordaça que fere a carne amada.
Encontrei a minha queixa, destilei o meu pecado, dou as boas-vindas à impulsividade e despeço-me desta amordaça que fere a carne amada.
Foolish Games
You took your coat off and stood in the rain
You were always crazy like that
I watched from my window
Always felt I was outside looking in on you
You were always the mysterious one
With dark eyes and careless hair
You were fashionably sensitive, but too cool to care
Then you stood in my doorway, with nothing to say
Besides some comment on the weather
Well in case you failed to notice
In case you failed to see
This is my heart bleeding before you
This is me down on my knees
These foolish games are tearing me apart
Your thoughtless words are breaking my heart
You're breaking my heart
You were always brilliant in the morning
Smoking your cigarettes, talking over coffee
Your philosophies on art, Baroque moved you
You loved Mozart and you'd speak of your loved ones
As I clumsily strummed my guitar
You'd teach me of honest things
Things that were daring, things that were clean
Things that knew what an honest dollar did mean
So I hid my soiled hands behind my back
Somewhere along the line I must've gone off track with you
Excuse me, think I've mistaken you for somebody else
Somebody who gave a damn
Somebody more like myself
You took your coat off and stood in the rain
You were always crazy like that
[lembranças várias(...)]
You were always crazy like that
I watched from my window
Always felt I was outside looking in on you
You were always the mysterious one
With dark eyes and careless hair
You were fashionably sensitive, but too cool to care
Then you stood in my doorway, with nothing to say
Besides some comment on the weather
Well in case you failed to notice
In case you failed to see
This is my heart bleeding before you
This is me down on my knees
These foolish games are tearing me apart
Your thoughtless words are breaking my heart
You're breaking my heart
You were always brilliant in the morning
Smoking your cigarettes, talking over coffee
Your philosophies on art, Baroque moved you
You loved Mozart and you'd speak of your loved ones
As I clumsily strummed my guitar
You'd teach me of honest things
Things that were daring, things that were clean
Things that knew what an honest dollar did mean
So I hid my soiled hands behind my back
Somewhere along the line I must've gone off track with you
Excuse me, think I've mistaken you for somebody else
Somebody who gave a damn
Somebody more like myself
You took your coat off and stood in the rain
You were always crazy like that
[lembranças várias(...)]
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Verbo Eu
Sinto sono, cansaço... falta de digestão. Deve ser ânsia de mim mesma: corpo pela metade. Sou a falta de palavras, o brilho ingênuo de olhos avessos ao meu sentimento, sou uma tarde toda de domingo sem sol, sem chuva, sou música. Sou augusta, pequena paulista, um dia de pernas para o alto: menina-poesia. Sou você, um retrato de mim. Nós.
Recortes
Respirou fundo. E mais uma vez, aquela sensação de enjôo e desgosto que assombrava o pulmão daquela menina-demônio. Os sentidos tornaram-se tão reais e próximos. Não mais distante como antes... ...como todo antes: REAL. Simples por ser apenas, sem mistério.
Hoje, o dia amanheceu com as cores mais lindas, mesmo tendo a menina-demônio sonhado: aqueles olhos souberam cativa-la. O céu se encheu de nuvens, carregadas de tempestade. Era o anúncio do ADEUS breve que não queria nunca partir. Sem estrelas, nem guarda-chuva. Uma chuva de pesadelos que assombrou todo o céu naquela manhã.
Devastador como uma tempestade de pedras, a menina-demônio tornou-se sozinha por não mais ter forças. Ela era fraca, impossibilitada de erguer a mão e aceitar desafios. Era medo de se perder, se perder em terras não conhecidas. E, mesmo que não se anuncie nos classificados, aquelas terras um dia serão descobertas e até mesmo amadas.
Mas não agora.
Hoje, a menina-demônio está fechada para reformas. Não é a fachada que a assusta, mas a madeira esburacada que sustenta aquela casa. Até quando aquele chão aguentará o peso de seus pés já crescidos?
Hoje, o dia amanheceu com as cores mais lindas, mesmo tendo a menina-demônio sonhado: aqueles olhos souberam cativa-la. O céu se encheu de nuvens, carregadas de tempestade. Era o anúncio do ADEUS breve que não queria nunca partir. Sem estrelas, nem guarda-chuva. Uma chuva de pesadelos que assombrou todo o céu naquela manhã.
Devastador como uma tempestade de pedras, a menina-demônio tornou-se sozinha por não mais ter forças. Ela era fraca, impossibilitada de erguer a mão e aceitar desafios. Era medo de se perder, se perder em terras não conhecidas. E, mesmo que não se anuncie nos classificados, aquelas terras um dia serão descobertas e até mesmo amadas.
Mas não agora.
Hoje, a menina-demônio está fechada para reformas. Não é a fachada que a assusta, mas a madeira esburacada que sustenta aquela casa. Até quando aquele chão aguentará o peso de seus pés já crescidos?
Sinais de Plástico
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Miau
Eu amo de um jeito bicho, mansinho de gato. E de gato, me enrosco nas tuas pernas, te cuido felina e te sossego num dengo de amor só meu. ...
-
minha escrita é sintomática e dolorida. às vezes sinto demais. ou de menos. inconstância crônica do que sou e irrita. hoje? sou voyeur .




