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terça-feira, 15 de maio de 2012

bolinhos de chuva


do que me detém, tenho a chuva num verso único. maravilhas que só divido em dias ímpares.

terça-feira, 20 de julho de 2010

negativismos tibetanos

a matemática definitivamente me deprime. e é crônica essa insatisfação. ah! quanto drama..

e quanta hipérbole, deus meus!

quanta hipérbole!!!

leia-se: quanta dívida, deus meus! quanta dúvida!!! (ato falho!)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

COMO um samba de adeus

Teu revólver é mira. Tiro que desfarça. Tua boca, veneno que me golpeia e em silêncio amarga o beijo. Tuas mãos no gatilho e meu peito. Buraco certeiro no coração de quem dança. Tua valsa é doce. Melodia em perfidia tola. Teus olhos na minha queda querem mais. Pedem sangue. Rasga o verbo. Te dou um grito e lanço-me no chão. Finjo. É asfalto quente em sol do meio-dia. É ferida que se fecha aos sábados. É tormento.

O meu gosto é ácido puro. Em meu sangue, o meu segredo. Morro em teu enredo. Morro hoje e a cada instante.

Não me canso nunca.
Não me queixo na reticência da tua bala. Bandida.

Abro os braços e (mais uma vez)

faleço em mim.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

drama, drama, drama.

meu mundo caiu.
desabou sobre o drama do laranja em saltinho de cristal. nada vermelho. unha em toque de ira destilada em água suja. desabou sobre a falta do que segura, derruba.
e desabou mais embaixo. dia que não acaba nunca, só começa.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Teu Nome

Teu frio na pele fresca reluz o que não é teu. Pernas que suspiram tua liberdade frouxa de guerras vencidas. Te matei na pobreza dos teus olhos que viveram renegados de amor.
É próprio o que te faz Ontem.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O tempo em 3 tempos

A casa é bela. Os olhos, cegos. A vida, uma novela. O chá está quente. Lançado ao chão. Do lado da cama, apenas um vão. Controle remoto, remove o armário. Castiga a menina e esquece o acaso. A janela se abre. Lá fora, a saudade. O vento lamenta, susurra vontade. E o dia termina. Pobre menina sem nome.

A casa é bela os olhos cegos a vida uma novela o chá esta quente lançado ao chão do lado da cama apenas um vão controle remoto remove o armário castiga a menina e esquece o acaso a janela se abre lá fora a saudade o vento lamenta susurra vontade e o dia termina pobre menina sem nome


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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

[i was fired]

Errata: enquanto a menina do aroma sentia terra, da chuva, o céu surpreendeu-a com uma indelicada e azul carta de adeus em sua cinza-mesa. Não sabiam, eles, a felicidade que contemplaram àquela menina-eu.

Ela gritou, com a mão no peito: LIBERDADE


(...)e a música gerou o ritmo antes nunca orquestrado. O ano deu largada: anarquia dos sentidos (sensação que entorpece).

Nó afrouxado na gravata que amanhã, lançada ao cesto estará.

[my brave.heart]

Miau

Eu amo de um jeito bicho, mansinho de gato. E de gato, me enrosco nas tuas pernas, te cuido felina e te sossego num dengo de amor só meu. ...