terça-feira, 23 de novembro de 2010
blue sky
Gosto do azul da tela.
De quando o mundo está fora do ar.
De quando estou sentada no sofá.
E olho a respiração passar.
Controle remoto no chão
e a televisão fica assim:
azul dos pés à cabeça.
Sedução que conduz ao outro lado da rua.
E não espera propaganda alguma tomar a ordem.
Fora do ar
e a cabeça pra fora.
Não tenho medo da energia acabar
ou o sangue escorrer de mim.
Eu gosto do azul da tela.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
pernas e mãos
E o menino sorriu como quem de pernas nada entendesse.
domingo, 11 de julho de 2010
menage
de quatro,
eu parto bandida.
e repito baixinho
o que não mente pra mim
[e a mim não pertence]
teus olhos e todos mais
- cama de gato em mentiras sinceras.
as tuas pra mim.
e dela.
as delas.
um quarto secreto
uma musa na cena
que obscena!
- ela acena pra mim
Teus segredos são meus.
so,
change your heart , my darling
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Ah! Se tuas unhas fossem mesmo vermelhas....
Tuas unhas acusam o que de mim não é, não morre e por horas não nasce. Tuas unhas vermelhas, postiças de tudo, sempre lindas, embora tuas, sorriem o que te é sangue e colore os lábios. Teu ar impossível, provoca a sede que se perde em taças de vinho finíssimo. Na falta do que confere, sapatos de verniz e uma silhueta que tropeça o crime não anunciado de teu pecado translúcido em sensualidade noir. É um gole de ar que me falta, expressionismo alemão puro.
Teu olhar nega os suspiros e rasga a fumaça que dança em tuas curvas. Teu cinismo paranóico paira leve entre o que é suspeito e o que te prende a angustia do outro lado. O pensamento queima o que me traga. É a tua boca vermelha que me toca, entre os dedos, uma pornografia de delírios. Abaixo dos joelhos, tua saia bandida que me rouba a vista de teu diálogo que incendeia.
São jóias caríssimas, relicários que declinam o rei que nada teme o teu império. É um filme noir em cartaz e nada mais.
Ah! Se tuas unhas fossem mesmo vermelhas....
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Miau
Eu amo de um jeito bicho, mansinho de gato. E de gato, me enrosco nas tuas pernas, te cuido felina e te sossego num dengo de amor só meu. ...
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minha escrita é sintomática e dolorida. às vezes sinto demais. ou de menos. inconstância crônica do que sou e irrita. hoje? sou voyeur .

