quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Tentativas Estáticas

Estranho corpo que a mim se estende ao chão. Quieto. Muito quieto, de olhos grandes, a me observar, como se na surdina, porém próximos de meus dias. Um corpo entorpecido por ele mesmo, sem movimentos, apenas pecados. Um corpo que segurei, segurei, segurei e nada.

Soltei-o, por entre os dedos, o peso morto que a mim tentei, tentei, tentei...e nada.

Talvez um dia aquele corpo, ao chão partirá. Enquanto isso, tira-me os dedos, aborta-me a dor e salva o corpo que deixei ao chão. Cansei de tentar, tentar, tentar...e nada.

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Miau

Eu amo de um jeito bicho, mansinho de gato. E de gato, me enrosco nas tuas pernas, te cuido felina e te sossego num dengo de amor só meu. ...