Estranho corpo que a mim se estende ao chão. Quieto. Muito quieto, de olhos grandes, a me observar, como se na surdina, porém próximos de meus dias. Um corpo entorpecido por ele mesmo, sem movimentos, apenas pecados. Um corpo que segurei, segurei, segurei e nada.
Soltei-o, por entre os dedos, o peso morto que a mim tentei, tentei, tentei...e nada.
Talvez um dia aquele corpo, ao chão partirá. Enquanto isso, tira-me os dedos, aborta-me a dor e salva o corpo que deixei ao chão. Cansei de tentar, tentar, tentar...e nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário